23.7.09

Prato pra viagem

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Jantar improvisado
Na cozinha do albergue
 Paris - França

Jantarzinho improvisado na cozinha do albergue. Suco pronto de romã (horrível), groselhas frescas e uma pizza pronta reforçada com queijo gruyère! Tudo comprado no supermercado Monoprix. :)

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21.7.09

Croûte Fromage

Lembra da tentativa de comer o Croûte Fromage que virou uma noite super desagradável por causa do restaurante Paris 6 conforme relatado no post anterior?

Pois bem. Aqui segue a receita do Isaac Azar, dono restaurante em questão.

croutefromage

Ingredientes:
200ml de molho bechamel
50g de cogumelo paris
20ml de conhaque
50ml de molho roti
Alho
Cebola
2 fatias de pão italiano
Queijo Emmenthal

Preparo:
Doure as cebola, o alho e os cogumelos. Flambe com conhaque. Adicione o molho bechamel e o molho roti. Em uma caçarola, acomode o pão italiano e, sobre ele, o molho da croûte. Acrescente o emmenthal para gratinar.

Eu adoro esse prato. Mas na próxima vez que eu tiver vontade de comer, farei em casa! :)

Foto e fonte: Revista Época.

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Paris 6? Não, obrigado!

Sábado minha amiga e eu fomos ao teatro Frei Caneca ver o Rafinha Bastos e uma dessas comédias "stand up", que parece se reproduzir por todos os cantos da cidade e canais de televisão.

Para prolongar uma noite gostosa, resolvemos ir comer alguma coisa pelos Jardins. As opções, em plena madrugada, eram a sempre boa Pasta & Vino, a muvucada e sem-mesas-vazias Galeria dos Pães e o Paris 6.

Já fui muito fã do Paris 6. Logo quando abriu, era hábito ir uma ou duas por semana, já que tinha bons pratos preços tolerantes, ambiente agradável e um atendimento atencioso.

Mas isso não durou muito tempo. Logo depois do Sr. Isaac Azar fechar as portas do seu outro restaurante, o Azaït, que já teve a ótima Renata Braune como chef, parece que começou a errar a mão no Paris 6.

O ambiente começou a ficar, digamos, estranho com tantos posters de cafés "a la Fran's" pelo corredor lateral. O cardápio mudava constantemente, e por alguns meses não existia uma carta de cafés. Para pedir algo para beber, era preciso pedir a presença da barista que ditava as opções disponíveis.

Os pratos pareciam acompanhar o cardápio e a cada vez que pediamos algo, o mesmo prato vinha com uma forma diferente. Faltava harmonia na apresentação.

E os preços começaram a subir astronomicamente, não acompanhando a qualidade dos pratos.

Um exemplo era o Croûte Fromage (não seria mais correto "croûte au fromage"?), minha entrada predileta. Antes servia 2 pessoas com preço de R$ 28. Hoje, o prato foi reduzido pela metade, serve apenas 1 pessoa e tem um novo preço de R$ 33. Alguém me explica a matemática da coisa?

Bom, fiquei alguns bons meses longe dele. Até que a vontade de comer o Croûte Fromage bateu mais forte. Fomos bem atendidos pela hostess que nos colocou numa mesa no corredor (a nosso pedido). Coincidentemente um casal de amigos sentava na mesa ao lado, que fez o resto da noite ser menos desagradável.

Sentamos e esperamos o cardápio. O garçom, muito mal humorado, parecia não nos enxergar. Muito tempo depois e pedindo ao gerente, o cardápio chegou até nós.

Como o cardápio é extenso demais e não estava localizando o Croûte Fromage, que cada hora fica num lugar, perguntei ao garçom sobre o prato. De muita má vontade, ele apontou com o dedo e saiu andando.

A arrogância me fez perder a fome e a vontade de comer. Pulamos logo para o café. Para pedir, mais um drama e uma longa espera.

Pedimos dois Capuccinos de Nutella e dois macarons de pistache, que, segundo o menu, era "Macarrons (sic). Homenagem (??) à La Durée (sic)".

Ladurée (tudo junto!!!!) é o sobrenome do fundador da Maison Ladurée, inventora dos macarons modernos, Louis Ernest Ladurée. Já falei muito de lá nesse blog. E macarons se escreve com um R só. Parecem que homenagearam sem nunca terem ido, experimentado ou conhecido sua história!

Foram 14 minutos de espera para os capuccinos e 19 para os macarons chegarem. Morno e murchos/velhos, respectivamente. Só assim, La Durée ("a duração", em francês) parece fazer sentido.

Os 2 macarons que pedimos, um era do tamanho de uma moeda de 1 real e o outro era um pouco maior, porém fino, que, num prato gigantesco, ficaram desproporcionais lado a lado. Sem guardanapos, nem nada.

O mau humor e a má vontade do garçom eram tão nítidos que nosso fim de noite tornou-se muito desagradável.

Para pedir a conta, mais 15 minutos de espera. E nada. Tivemos que ir ao caixa, onde estava o gerente, que repassou a ordem ao garçon mal humorado, para fechar nossa mesa. Mais alguns longos minutos e a conta:

R$ 8,00 por cada capuccino morno à frio (x2) = R$ 16,00
R$ 2,00 por cada macaron murcho e velho (x2) = R$ 4,00
+ 10% de taxa de serviço mal humorado = R$ 2,00

Pedi o PO do meu cartão e pedi para debitar R$ 20, sem os R$ 2 da taxa de serviço.

O garçom parecia que ia pular no meu pesçoco. Entrou e, em menos de 20 seguntos, o gerente chegou à nossa mesa, perguntando se fomos mal atendidos.

Explanei todos meus motivos, ele retrucou dizendo que lá não era mais um bistro e sim um restaurante (como se justificasse algo) e, em tom irônico, disse que ainda tinham muito que evoluir e aprender.

Pois bem, sr. Gerente: Acolhida, educação e hospitalidade, pilares de qualquer bistro ou restaurante ("parisiense" ou não), não se evoluem. Ou tem, ou não tem.

E ao que parece, preferem colocar mais arandelas no corredor (já são 17 - eu contei enquanto esperava o cardápio) do que melhorar a hospitalidade e qualidade do que é servido.

 

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14.7.09

Frio? É Sopa!

Honoré Daumier (1808-1879), La Soupe. Gravura. Museu do Louvre.

A sopa é um prato universal da cozinha. Todas as culturas e todos os povos possuem uma boa receita de sopa que conta uma história.

Nós mesmos temos aquelas lembranças de infância, seja com a canja que nossa vó servia quando ficavamos doentes ou aquele caldo cremoso e cheiroso que nossas mães faziam em dias mais frios.

E, quem diria, ela já foi um prato rejeitado, feito só pelas pessoas mais pobres. Restos de legumes, vegetais e, com sorte, pedaços de carnes eram misturados em uma panela grande com água fervente para render para a família toda e durante alguns dias. As vezes era a única refeição dessas pessoas.

Mas tudo mudou na Idade Média, mais precisamente no século XII nos Países Baixos.

A palavra "sopa" vem do francês "soupe", que, por sua vez, vem do holandês "sopen". Sopen significa "molhar". Porque? Pq na época eram colocadas fatias grossas de pão em um prato e derramavam caldos de legumes e carne sobre o pão. E, com isso, conquistou toda a idade média, fazendo o prato muito popular entre todas as classes sociais.

De lá pra cá ela se transformou, cada povo fez sua combinação com seus ingredientes e especialidade e acabou se transformando em diversos tipos, como gaspacho, caldos cremosos, caldo verde português, bouillabaisse, minestrone...

E é um minestrone, originário da Itália, que se transformou em uma das minhas sopas prediletas. A receita abaixo é do Jamie Oliver e foi publicada no seu primeiro livro, "Chef Sem Mistérios". 

 

Minestrone (Jamie Oliver)


Ingredientes:

10 tomates maduros
3 cenouras médias
2 alhos-poró (ou alho francês)
5 talos de salsão (ou aipo)
2 cebolas roxas
1 repolho
(usei meio repolho roxo e meio verde)
1 colher (sopa) de azeite de oliva (usei, obviamente, mais! haha)
2 dentes de alho fatiados bem fininho
1 colher (sopa) de alecrim picado
850ml de caldo de presunto ou pernil
(usei carne, mas pode ser tb de galinha ou vegetais)
3 punhados de manjericão (usei 1)
170g de espaguete
(quebre bem fininho socando num pano com martelinho de carne. Pode usar integral ou ainda macarrãozinho para sopa)
Sal e pimenta-do-reino moída na hora
Azeite extravirgem de Oliva
Queijo Parmesão ralado


Preparo:

É o minestrone do Pique:
Despele os tomates e pique-os em cubinhos. Pique as cenouras. Pegue o talo do alho-poró e pique. Retire as fibras do talo do salsão e pique os talos. Pique as cebolas. Pique grosseiramente o repolho.

Obs: as folhas do salsão e do alho-poró vc pode utilizar em outras receitas. Aqui, só usamos os talos.

Refogue no azeite de oliva a cenoura, o alho-poró, o salsão, a cebola, o alho e o alecrim em fogo médio por uns 15 minutos até ficarem macios. Junte os tomates e cozinhe por mais 2 minutos. Adicione o caldo (com o sal) e deixe cozinhar em fogo baixo por mais15 minutos a partir do ponto que levantar fervura. Acrescente o repolho, tampe a panela e deixe mais 10 minutos. Junte o manjericão e o macarrãozinho e deixe cozinhar por mais uns 5 minutos. Prove e finalize o tempero.

Sirva em um bom azeite de oliva, com pimenta-do-reino e com o parmesão ralado. 

Rende 6 porções.


 

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