26.1.12
22.12.11
9.12.11
30.11.11
15.10.11
Pra onde vamos?
Tendências na Austrália, refletidas pelo mundo
Enquanto o Brasil e a cozinha sul americana brilha no mundo gastronômico, com Alex Atala e Gastón Acurio como suas principais estrelas, a Austrália está em uma fase pensativa em como ela é e como ela quer ser vista gastronomicamente.
Restaurantes e chefs novos, sucesso em realities-shows na TV, Chefs celebridades e uma briga acirrada na disputa de melhor restaurante da Austrália.
Se observa também algumas tendências na maneira de se comer fora de casa:
Novas vozes, Nova comida
Novos chefs estão deixando a tradição de lado e se aventurando em novos pratos, em uma cozinha contemporânea onde receitas de família perdem cada vez mais espaços para novas criações.
Carne, carne, carne
Apesar da Austrália ter uma das melhores carnes do mundo, carnes como as da Argentina e Brasil - e como elas são preparadas – estão deixando o simples steak no chinelo.
Migração
Influências gastronômica deixaram a Europa e passaram a vir do México, América do Sul e ainda mais da Ásia.
Novos pratos, literalmente
Prato tá fora de moda. O que pega agora é servir em tábuas de madeiras, pedaços de pedra, bambu e em outras criativas bases.
Gastronomia Pós-molecular
Cozinha não é laboratório de ciência (deixe isso pro Adrià), mas está se especializando em terapia, tentando unir e achar novas conexões entre o mar e terra num mesmo prato.
Restaurantes pop-ups pra sempre
Restaurantes que aparecem da noite pro dia e com o ar de que são temporários estão ficando permanentes. É o caso de um restaurante pop-up aqui de Sydney, ambientalmente corretíssimo, que se mantém a base de bio-diesel, tudo certificado e reutilizado. Fez sucesso e ficou permanente.
Aonde eu tô?
Bar que serve comida ou restaurantes com bar? Não se sabe mais. Bares estão se sofisticando bastante no menu e restaurantes triplicam a carta de bebidas.
Novos precintos
Chefs famosos abrem seus resturantes em shoppings centers ou casinos (muito comuns aqui na Austrália) de olho no dim dim dos seus freqüentadores. Restaurantes de rua continuam, mas deixam de ser a vaca leiteira dos restaurateurs e chefs.
Todas essas mudanças estão indo em direção a algo. Ninguém sabe onde vai parar ou se vai parar. Resta pular dentro desse trem em movimento e ver o que acontece. Mas, ao que parece, essa ebolição não tem cara de que vai esfriar tão cedo...
*Com pesquisa e informações do Sydney Morning Herald e Sydney International Food Festival.
Dilema
29.9.11
2.8.11
Leite de Soja
Leite de soja com gosto de leite ou neutro deveria ser algo básico.
Não consigo beber um latte/ mocha/ cappuccino sem ficar incomodado com o gosto de baunilha, que se sobrepõe ao gosto do café.
Prefiro correr o risco de beber um bom café com leite de vaca e tentar esquecer a minha intolerância à lactose, ainda que pequena, a beber algo que não combina.
O mercado para esse produto já é tão maduro aqui na Austrália. Diversas e boas opções. O Brasil está engatinhando e perdendo tempo.
Ainda vou abrir uma empresa pra exportar leite de soja para o Brasil.
31.7.11
O Podre
Bem que essa frase poderia ter sido dita pela escritora belga Amélie Nothomb sem nenhuma surpresa. Dito por qualquer outra pessoa no mundo, isso pode parecer, no mínimo, exótico.
Bom, todo mundo sabe que o primeiro e o mais importante passo para a evolução cultural do homem foi quando ele conseguiu domesticar o fogo. Com o fogo domesticado, passou a ser fonte de calor, luz e alimento.
Mas… Qual foi o segundo passo mais importante da evolução cultural do homem?
Foi exatamente quando o homem conseguiu domesticar o… podre!
Exato! É a podridão domesticada. rs
O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss até criou o famoso Triângulo Culinário onde todos os alimentos podem se encaixar nesse sistema. Até merecerá um post especial mais adiante.

Tudo que possa parecer ruim a princípio, e com conhecimento e informação, é possível ser manipulado para um resultado bom.







